“Tragam de volta nossos poetas mortos para que façam coro com aqueles que ainda cospem seus versos imundos e dissonantes no mundo dos vivos. Vamos dar as mãos em volta da fogueira de letras e sonetos sujos, cantar a vida e suas dores, contar os mortos e nossos amores. Venham de mãos dadas com o vento, buscando o alimento de suas vidas vazias. Tragam Augusto, Álvares, Byron, Josés, Marias e Antônios. Que venham Florbela, Hilda, Flávias e Joanas. Vamos morrer em poesias e prosas, e viver de nossas linhas mal escritas.”
A sinopse da obra já diz tudo.
Falemos em poesia e/ou prosa sobre o estranho, a morte, o funesto.
Dia 20 de novembro de 2010, na Fapcon, Rua Major Maragliano, 191 – Vila Mariana – São Paulo/SP, ocorrerá no evento JEDICON o lançamento da antologia poética À SOMBRA DO CORVO.
Para aqueles que apreciam a poesia e as fantasias insanas da vida, será um bom prato.
Além da obra citada, teremos o lançamento de mais dois títulos na mesma data, hora e local. Estou falando dos livros: HISTÓRIAS FANTÁSTICAS - Vol.1 e EXTRANEUS | MEDIEVAL SCIFI - Vol.1.
O evento terá inicio as 09h00min e terminará as 17h00min. Sendo que a seção de autógrafos com os autores será as 14h00min.
Obs. A Fapcon fica a 5 minutos da estação Vila Mariana.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
UMA TEMPORADA NO INFERNO
Em nuvens de fogo, mil homens desceram a terra, munidos com suas lanças celestiais, prontos para declinarem um novo paraíso. Na altura dos ombros, ostentavam luzes e nos lábios selados, sabedoria. No retorno aos céus, levavam consigo inertes almas nas costas.
Mil homens chegavam e partiam a todo instante. E o que em outrora fora uma doce terra de inverno, é hoje, por desventura do acaso, uma temporada no inferno.
10 de agosto de 2008
dimitry uziel
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
AS HORAS, O SONO E QUADROS BRANCOS
Não creio mais num sorriso plastificado dos dias incertos que tanto almejamos sem conhecer.
As horas são curtas, tristes e, talvez, sem esperança.
Não procurei uma felicidade de pedra que podemos somente apreciar com olhos lacrimosos seu vislumbre.
Na verdade dos dias, não cultivei falsas palavras de verão para colhê-las em qualquer primavera.
Voltei sem sono, sem mim, sem crer em lendas sobre estranhas verdades.
Um mundo vestindo o avesso transborda por meus olhos que já não sabem o que devem realmente ver.
Na parede onde descansam brandas lembranças, pendurei quadros brancos para uma história sem fim.
Estou de saída, novamente. E não quero voltar a acordar.
Na verdade, “não quero que isso aqui dentro de mim vá embora e tome outro lugar”
Parem o mundo, que eu quero descer!
As horas são curtas, tristes e, talvez, sem esperança.
Não procurei uma felicidade de pedra que podemos somente apreciar com olhos lacrimosos seu vislumbre.
Na verdade dos dias, não cultivei falsas palavras de verão para colhê-las em qualquer primavera.
Voltei sem sono, sem mim, sem crer em lendas sobre estranhas verdades.
Um mundo vestindo o avesso transborda por meus olhos que já não sabem o que devem realmente ver.
Na parede onde descansam brandas lembranças, pendurei quadros brancos para uma história sem fim.
Estou de saída, novamente. E não quero voltar a acordar.
Na verdade, “não quero que isso aqui dentro de mim vá embora e tome outro lugar”
Parem o mundo, que eu quero descer!
dimitry uziel
26 de outubro de 2010
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
FALA
Quero falar de vida, falar de voltar à vida quando tudo parece morto e sem cor.
Quero falar de minutos que resumem toda uma historia.
Quero falar das cores, do vento, do frio, da noite, dos pés que andam, dos lábios que dizem em silêncio.
Quero falar da dor que felizmente adormece.
Quero falar do que está vivo dentro do que é sublime, hoje, em mim.
Quero falar das pessoas, das danças, dos sorrisos, das bocas que se movimentam e não emitem som algum.
Quero falar da metade de tédio que me consome e da outra metade de esperança que me move.
Quero falar sobre estar vivo, sobre pairar, sobre o tempo e suas peças.
Quero falar sobre o retorno de toda história que termina sem um “fim”.
Quero falar das flores, da canção, da máquina, da fotografia.
Quero falar sobre os quadros que não vimos e sabemos que estão lá, parados.
Quero falar tudo que não pude ou não quis dizer por motivo algum no momento mais oportuno.
Hoje, mais do que nunca, preciso falar...
Quero falar de minutos que resumem toda uma historia.
Quero falar das cores, do vento, do frio, da noite, dos pés que andam, dos lábios que dizem em silêncio.
Quero falar da dor que felizmente adormece.
Quero falar do que está vivo dentro do que é sublime, hoje, em mim.
Quero falar das pessoas, das danças, dos sorrisos, das bocas que se movimentam e não emitem som algum.
Quero falar da metade de tédio que me consome e da outra metade de esperança que me move.
Quero falar sobre estar vivo, sobre pairar, sobre o tempo e suas peças.
Quero falar sobre o retorno de toda história que termina sem um “fim”.
Quero falar das flores, da canção, da máquina, da fotografia.
Quero falar sobre os quadros que não vimos e sabemos que estão lá, parados.
Quero falar tudo que não pude ou não quis dizer por motivo algum no momento mais oportuno.
Hoje, mais do que nunca, preciso falar...
18 de outubro de 2010
dimitry uziel
TEMPO PARADO
A margem de tudo que me parece irônico; lugares, pessoas, céus e lares me aparentam mais ternos quando espaços são preenchidos, mesmo que por reticências indevidas.
Ostentamos tanto poder sem nada ter. E na minúcia dos detalhes, a calmaria vem branda, com gostosa brisa e aroma de passado a me acariciar.
Acalma-me a emoção. Confunde-me a razão. E tantas perguntas ficam assim, sem resposta.
Desventura se perdeu por trás de muros que não enxergo mais. Por ora, tudo a fazer deve ser com menor esmero e maior verdade.
Estou fluindo numa liberdade que desconheço, limitado como borboletas que vivem apenas dois dias da mais pura felicidade.
18 de outubro de 2010
dimitry uziel
PESSOA
Ambos à beira do poço
Achamos que é muito fundo.
Deita-se a pedra, e o que eu ouço
É teu olhar, que é meu mundo.
***
Leve sonho, vais no chão
A andares sem teres ser.
És como o meu coração
Que sente sem nada ter.
Achamos que é muito fundo.
Deita-se a pedra, e o que eu ouço
É teu olhar, que é meu mundo.
***
Leve sonho, vais no chão
A andares sem teres ser.
És como o meu coração
Que sente sem nada ter.
Fernando Pessoa
A HORA DO TREM PASSAR
Na cadencia das noites solenes, quase me entrego às lacunas que jamais se preenchem. Olho para a mesa onde descansam meus braços cruzados e recordo cada toque, cada detalhe, olhar, riso, até mesmo um sutil, quase que imperceptível trejeito das mãos que bailam soltas no ar.
Já na hora de me deitar, me corre pela lembrança, também, a vaga idéia de sempre estar. Mas me persegue também a indagação desgraçada: onde estar?
Quando as pernas se entrelaçam numa dança louca, num beco colorido, os braços perdem os sentidos e involuntariamente se encontram. A mente já não trabalha como deveria. É hora de o trem passar e uma doce quimera surgir.
Estrangula-me o cachecol negro de lá fina, o frio já não é tão cortante e meus braços continuam a fazer gestos involuntariamente.
A mesa ainda continua aqui, os braços, a lembrança e vinis que devo limpar...
Estou mais leve!
18 de outubro de 2010
dimitry uziel
terça-feira, 5 de outubro de 2010
AS CORES DA NOITE
Noite nublada, ruas luminosas, pessoas transitam sem um rumo certeiro...
Nas altas horas, quando achamos que lugares pequenos já conhecemos, nos deparamos com a beleza das noites e dos dias, com as cores e os traços disformes, mas que esbanjam delicadeza e perfeição. Muros altos, faces, peixes, malabares, poetas, palhaços, música, urbanização que transborda se mesclando ao surreal, pura magia. O colorido das imagens me desperta uma sensação incrível. Duas latas de cerveja e começamos um diálogo enternecido.
Tudo o que o estresse do dia-a-dia nos causa, lá é vetado. Pois nada de mal pode nos afetar entre as cores, as belas palavras poéticamente declamadas, os pinos de malabaristas e o acordeon do músico que embala o começo de noite.
A essência de cada coisa que ali nos esclarece parte da vida é como descobrir que tudo pode ser fantástico nos mínimos detalhes reunidos de uma forma hamoniosa e embevecida.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Saudade da calma.. Saudade das linhas das pipas dos meninos descalços
Vontade de ir novamente à Bahia.
Faz doze anos...
Havia lá uma poesia que o cansaço e as lamurias do meu estresse não me deixam sentir aqui.
A simplicidade de Vitória, a calma de Cândido, as linhas das pipas dos meninos descalços da Divisa Alegre...
Onde foi parar minha inocência?
Onde fui parar?
Onde se pára pra pensar?
Não se mede dor, rancor, tristeza.
Aqui dentro é um emaranhado de desesperança crônica e decepção.
Volto pra Bahia quando der.
Amo o "aqui", mas sinto saudade do "lá".
Foi ligeira minha estadia por aquelas bandas.
Mas me vertia dos poros a paz que não molha minha pele, aqui.
Volto pra Bahia assim que puder.
As imagens, o alçar voo dos balões de jornal, a balsa, o pequeno mangue, as trilhas e o lago.
Amei o que lá deixei.
Amo o que tenho aqui.
Mas, e o que me resta, onde fica, onde começa e onde termina?
Esse resto que nos resta é uma indagação infinita;
É chorar por mero acaso no quarto, sem porque.
Um dia desses, volto pra Bahia... Já que ela não me vem fazer uma rápida visita.
dimitry
22 de setembro 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
ORNIE
Uma das maravilhosas tirinhas do querido Claudio Mor. Cada dia mais fantásticas!
Claudio Mor é cartunista e ilustrador.
Atualmente publica a tira zerotreze pelo
jornal O'Globo, em parceria com Arnaldo Branco
terça-feira, 31 de agosto de 2010
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Itaim Paulista e o Rock and Roll
Onde está o rock do Itaim Paulista? Não sei. Sinceramente, não sei!
O fato é que as bandas estavam aí para os eventos organizados por pequenas produtoras locais, por mais que essas produtoras extorquissem as bandas iniciantes e tal... Mas ainda assim, elas estavam por aí. Sempre se ouvia falar de uma banda que ia tocar ali e outra aqui...
Verdade seja dita: nós estamos mesmo é “parado”.
Algumas bandas permanecem por aí, mas se empenharam em tocar fora, tocar pelo centro de São Paulo, e isso é ótimo. Mas não podemos esquecer que ainda somos do Itaim Paulista e os velhos rockers ainda estão por aqui também. Por mais que tenhamos um grupo pequeno de pessoas que se interesse em ir assistir aos shows daqui, devemos voltar a febre de promover algo, sempre.
Boas novas acontecem... Uma das lendárias bandas o Itaim, o The Concept, está de volta (ensaios). Por mais que seja uma banda que escuto algumas críticas a respeito, eu admiro bastante. Esses caras fazem um barulho muito bacana. E por mais que haja crítica, eles são considerados "A lendária banda do Itaim" que já tocou por inumeras regiões de São Paulo e partes do Brasil.
Tivemos o SuperSad (bem legal), que se dissolveu e, em várias trocas de integrantes se transformou em Elevadores. Estão na ativa fazendo seus shows e com material de qualidade gravado (EP Tramando). E os caras são populares, hein(rsrs). Gosto demais de cada um desses caras.
penultima formação
Temos o duo NoctVillains, formado pela vocalista Roxy Perrotta (15 anos de X-Devotion) e pelo lunático (rs) baixista Vagner Sousa (15 anos de The Concept “retornando”). Estes fazem suas apresentações intimistas, às vezes mascarados de Vilões a La anos 80. Com apenas Violão e Voz, mas bem PLUGADOS, fazem boas músicas. E têm material gravado. (Boas influências do velho rock). Estão divulgando o show Two Plugged.
Existe uma banda muito recente do GuitarMan Robson Gomes, que está no “vai ou não vai": Minha Vida Nunca Foi Um PicNic. Banda com som muito bom, com influências do blues e etc. Tocaram apenas uma vez no Itaim e infelizmente deram uma pausa. (Espero que voltem logo).
Miss Dorothy. Uma banda que não tem um destino certo... A troca de integrantes, as pausas nas atividades, assim por diante. Mas com o Rock Alternativo influenciado pelo Post Punk e BritPop firmaram três anos de estrada em março de 2010. Reza a lenda que voltarão com sede de Rock e com formação quase original. Torço por isso.
formação antiga
NO FIM DAS CONTAS... tenho fé que tudo vai voltar a ser como foi... Melhor do que é.
;-)
Temos mais bandas, mas não vou comentar. Alguma provavelmente, eu me esqueci de citar e outras, é pelo simples fato de não me agradar os ouvidos mesmo.
Interessante que essas citadas tem muita coisa em comum... Os integrantes.
Elevadores é composta por Wesley, Henrique, Alex Orbit (Starfish 100), Eduardo Resende e André Oliveira. Eduardo e André foram, respectivamente, baterista e baixista da Miss Dorothy.
The Concept é composto por Augusto, Vagner, Robson e Henrique Almeida. Vagner é, atualmente, integrante do NoctVillains, Robson compõe o Minha Vida Nunca Foi Um PicNic e Henrique, integra o Elevadores.
E eu tenho a honra de dividir a organização de um evento quinzenal ao lado de Robson Gomes e Vagner Sousa, juntamente a minha esposa Karina e um amigo, Marcos. Estou falando da única festa Rock, ainda viva, no Itaim: DOPAMINE. De quinze em quinze sábados, nós trazemos diversas pessoas que querem ouvir uma boa música e se divertir entre tragos e confabulações.
Como diz o amigo Vagner: o Itaim Paulista é o primo pobre e rocker do Itaim Bibi, localizado no extremo leste de São Paulo. E daí que é longe? O importante é que temos coisas boas ainda e estão provando isso em casas como OUTs (R. Augusta), Inferno (R. Augusta), Café De La Rose (Sta Cecilia), Kabul (Consolação), FunHouse (Consolação), Livraria Da Esquina (Barra Funda) e uma porção de outras casas espalhadas por aí.
Festivais no Itaim estão parados. Mas sei que a vontade de voltar e colocar em prática tudo que já houve, ainda corre nas veias de cada um.
DADOS:
The Concept
Robson | Voz e Guitarra
Vagner | Baixo
Augusto | Bateria
Henrique | Guitarra
Elevadores
Wesley | Voz
Henrique | Guitarra e Voz
Alex | Guitarra
Eduardo| Bateria
André | Baixo
NoctVillains
Roxy | Voz
Vagner | Violão, Baixo e Voz
Minha Vida Nunca Foi Um PicNic
Robson | Voz e Guitarra
(restante dos integrantes indeterminado ainda)
Miss Dorothy
Dimitry | Voz
Phá Bemol | Guitarra e Voz
Ebbios | Guitarra e Voz
André Gonzales | Baixo
Renato Zago| Bateria
André Gonzales | Baixo
Renato Zago| Bateria
DOPAMINE
Rua Canções Prelúdios, 549 – Itaim Paulista
Travessa da Av. Tiburcio de Souza
(em frente ao 50º DP)
ESTILOS MUSICAIS: Mod | Post Punk | New Wave | Guitar | Indie | Classic | Eletro Rock
NO FIM DAS CONTAS... tenho fé que tudo vai voltar a ser como foi... Melhor do que é.
;-)
terça-feira, 24 de agosto de 2010
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
SUTIL REBELDIA REPENTINA
Abandonei os libertinos da taverna e parti para a casa. Não queria poetar, assim como não o quero agora.
Às vezes só precisamos dizer o que pensamos para dezenas de pessoas. Geralmente essa querença me possui quando almejo um palco.
Abandonei os libertinos, as tragédias e as lacunas. Preferi a marginalidade, a falta de métrica. Padrões me irritam. Não gosto de seguir regras demasiadamente. Assim como repudio tendências banais.
Fechei as portas do paraíso abrindo as da percepção. E ninguém mais vai me acompanhar nessa estrada de fogo. Pois eu sei quem eu quero que me leve pra casa.
Abandonei os libertinos que se lamuriavam por demais, se entorpeciam demais e não me diziam nada demais.
A casa, a solidão, são elementos que me restam. Não desejei carregar esse cajado. Mas, hoje, será assim... Só hoje.
Mais um cigarro... A última música... Respiro fundo...
A essa altura, eles já estão muito mais que ébrios. E eu não podia mais continuar na presença dos libertinos da taverna. Não mais.
Às vezes só precisamos dizer o que pensamos para dezenas de pessoas. Geralmente essa querença me possui quando almejo um palco. E como eu preciso dizer o que penso.
Estou retornando para a casa. Meu reflexo preso no espelho, me aguarda. Alguma novidade há de acontecer.
Às vezes só precisamos dizer o que pensamos para dezenas de pessoas. Geralmente essa querença me possui quando almejo um palco.
Abandonei os libertinos, as tragédias e as lacunas. Preferi a marginalidade, a falta de métrica. Padrões me irritam. Não gosto de seguir regras demasiadamente. Assim como repudio tendências banais.
Fechei as portas do paraíso abrindo as da percepção. E ninguém mais vai me acompanhar nessa estrada de fogo. Pois eu sei quem eu quero que me leve pra casa.
Abandonei os libertinos que se lamuriavam por demais, se entorpeciam demais e não me diziam nada demais.
A casa, a solidão, são elementos que me restam. Não desejei carregar esse cajado. Mas, hoje, será assim... Só hoje.
Mais um cigarro... A última música... Respiro fundo...
A essa altura, eles já estão muito mais que ébrios. E eu não podia mais continuar na presença dos libertinos da taverna. Não mais.
Às vezes só precisamos dizer o que pensamos para dezenas de pessoas. Geralmente essa querença me possui quando almejo um palco. E como eu preciso dizer o que penso.
Estou retornando para a casa. Meu reflexo preso no espelho, me aguarda. Alguma novidade há de acontecer.
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