quarta-feira, 13 de junho de 2012
terça-feira, 12 de junho de 2012
quarta-feira, 6 de junho de 2012
1ª SP Popfest | Espaço Cultural Walden
Ontem, Cezar Zanin e Mariana Cetra, anfitriões do Espaço Cultural Walden, finalmente divulgaram notícias oficiais sobre o primeiro São Paulo Popfest, com a presença mais que ilustre dos americanos do Ringo Deathstarr. O festival acontecerá em agosto de 2012, em três datas, e contará com a presença de bandas paulistanas, de outros estados e internacionais.
Datas e bandas
24/08
The Concept (SP)
Inverness (SP)
Magic Crayon (SP)
25/08
Churrus (MG)
Top Surprise (MG)
The John Candy (RJ)
Lê Almeida (RJ)
Loomer (RS)
Pale Sunday (SP)
26/08
A Espiral de Bukowski (SP)
Hacia dos Veranos (ARG/UK)
Ringo Deathstarr (EUA)
O Espaço Cultural Walden é uma das mais novas casas de Sampa. Um lugar pequeno, porém, muito aconchegante, situado no miolo da grande metrópole, para ser mais preciso, exatamente atrás da sede da Secretaria Estadual da Educação, antiga Escola Normal Caetano de Campos, na Praça da República.
A casa abriga as novas festas da noite paulistana, algumas delas são: Blue Room, Friends of P, Mixtureba Rockscene e Pisces Night, entre outras. A casa abre de terça a domingo. E o grande diferencial está nos preços, que são completamente fora do comum das várias casas espalhadas por aqui. O Walden é o tipo de lugar que não precisa pagar caro para se divertir.
Praça da República, 119 – São Paulo/SP | Av. São Luis com Ipiranga
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Walden
terça-feira, 5 de junho de 2012
NADA DEMAIS (trecho de Libertar do Inferno)
(...)
A cidade me parecia a mesma de sempre; prédios, movimentadas avenidas, construções inacabadas pelo governo, casas abandonadas e transeuntes desatentos. As ruas sempre serão as mesmas, até nos sonhos. Só as ondas que nunca estarão no mesmo lugar. Mas as ruas... Enfim... No dobrar de uma esquina morta e sem cor, meu olhar encantado pelo nada, passeava vazio pelo concreto da calçada imunda, até que, atônito, tropecei num daqueles desatentos transeuntes. O bom moço fora simpático, me estendera a mão para ajudar de alguma forma aquele corpo estirado no chão (o meu). Agradeci aceitando a ajuda e pegando em sua mão quente, que ostentava finos dedos de agulha, macios, que mais pareciam de uma delicada donzela.
– Você está bem? Disse o rapaz. – Peço desculpas.
– Sim, sim. Tudo bem!
Ao me levantar, o estranho me fitou profundamente e silenciou com um olhar quase que desconfiado.
– Você não é daqui?! Disse ele.
– Não? Perguntei, olhando para os lados enquanto limpava minha calça.
– Não! Você não é daqui. Venha, vou lhe mostrar a cidade.
Obviamente, eu fui sem saber por que seguia aquela estranha persona.
Há momentos que já não reconhecemos um sonho como deve ser. De tanta “realidade”, ele toma vida própria e caminha sozinho por corredores estreitos e psicodélicos, nos confundindo a todo instante, perdido no tempo irreal. E, ali, na calçada, a caminhar, calado eu pensava: quanto tempo dura um sonho indesejado?
Após tanto silencio, de supetão indaguei:
– Onde mora Deus?
– Ali! Apontou – Vê aquele prédio? Então... É lá que ele mora. Respondeu-me, com uma naturalidade invejável. – Vamos até lá. Só não poderemos entrar.
– Por quê?
– Ele se isolou do mundo. Dizem que ele vem planejando algo memorável.
– Tipo o que?
– Ninguém sabe. Você conhece as pessoas, sabe como elas são; na primeira oportunidade, fazem uma menção a ele e criam planos que gostariam que ele elaborasse. Disse-me sorrindo, com um suave sarcasmo, o rapaz de pele fina.
Chegando próximo ao prédio, a morada do senhor, eu percebi um clarão descomunal por detrás do edifício. Fui desviando o olhar para desvendar e saciar minha curiosidade tão humana naquele lúdico sonho que parecia tão longo em poucos segundos. Fui me aproximando do branco ofuscante, e já nem me lembrava de olhar o prédio, que era o destino inicial.
– Aonde vai? Perguntou-me o moço de cabelos negros.
– Aonde vai? Perguntou-me o moço de cabelos negros.
– O que é esse clarão que mal se pode olhar, vindo detrás do edifício?
– Ah. Isso?! Nada!
– Como nada? Impossível. Chega a irritar a vista.
– Como nada? Impossível. Chega a irritar a vista.
– Exatamente. Por isso ofusca. Mas ofusca apenas a sua vista. Quer ir até lá? Pode ir. Não verá nada.
– Com certeza não verei. Numa claridade dessas, quem poderia enxergar algo?
– Essa claridade não é de uma luz. É o reflexo do nada.
Não precisei questionar. Meu semblante o fez por mim, com a cara de interrogação.
– Vou explicar. Deus não precisava construir nada além do palpável para o mundo. Ele não precisava construir nada além dele. De sua morada para frente, existe o mundo e o resto. Para trás desse edifício é uma folha em branco, nenhum desenho, nenhum projeto inacabado, nada. Definitivamente nada. O espaço nessa folha era maior do que o necessário para impressionar.
(...)
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Libertar do inferno
segunda-feira, 4 de junho de 2012
segunda-feira, 21 de maio de 2012
quarta-feira, 4 de abril de 2012
sábado, 17 de março de 2012
Um trago, uma canção, um rabisco, um cigarro
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rabiscos
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Homens de cera branca, de pele alva, de olhos secos que não miram lugar algum.
Sonhos de angústias palpáveis, janelas fechadas em casas frias.
Bocas seladas e gestos que mais parecem carícias distantes.
Cigarros que não saciam a abstinência.
Um banco concreto. Um céu surreal.
Um brinde à saúde de ninguém e um vinho barato.
Estamos dispostos a aproximação mais improvável.
Um navio perplexo.
Um oceano profundo que segreda seus troféus.
Entre nós, uma barreira que ninguém romperá.
Na distancia, a presença é mais dolorosa.
Uma exposição macabra acaba de inaugurar minhas aflições.
As ruas, frágeis corredores de paixões obsoletas,
Parecem ser amigas tão perigosas.
Um amanhã incerto guarda amantes inesperados.
domingo, 22 de janeiro de 2012
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
DOPAMINE | First Party 2012
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dopamine
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
A insônia nos faz passear por distantes ruas desconhecidas. Ela nos faz apreciar sutis e rápidos aromas de lembranças recônditas no lado mais escuro da memória. Uma parede branca se constrói, nela criamos um mundo espetacular que nunca mereceremos. Que nunca vislumbraremos; Um enorme quadro em branco que nunca sentirá o toque de um pincel.
Cigarros, fumaça, grandes olhos na janela dos dias, dos meses, dos anos onde não nos reconheceremos. Nunca mais olharemos no espelho com os mesmos olhos. E, se ao raiar do sol, ainda estiver aqui, eu não sentirei a leveza do que deixei de ser para estar onde estou.
A neblina produzida por minha vontade, não é meu consolo... muito menos meu paraíso.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Após tempos, deitado em horas mortas, eu, fugitivo das manhãs cadentes, reclinei o peso da vida sobre a janela do inferno. Despejei todo o mau líquido pelo jarro do olhar, agraciado pela companhia ausente.
Companhia ausente...
A ausência passeia graciosamente por ruas ensolaradas, se deita a beira de verdes rios e espera, inconscientemente, em areias brancas de praias vazias.
A ausência não deduz minha existência, nem me fita pela janela de seu paraíso artificial.
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